Análise de Investimentos

Análise de investimentos pode se basear nos elementos de raciocínio, mas não se limitando a alguns aspectos. Agora que você aprendeu como investir e poupar seus recursos, vamos ver:

  • Objetivos e preferências individuais. 
  • Atitudes com relação a dinheiro.
  • Capital inicial e capitais subsequentes que podem ser aplicados.
  • Níveis de risco aceitos para as diferentes porções desses capitais.
  • Expectativa de rendimento dos capitais.
  • Reconhecer a possibilidade de ruína.

Analise de Investimentos

Mercados de Renda Variável

Para uma análise de investimentos eficaz você deve saber sobre renda variável. As probabilidades quanto ao futuro são ditadas por sensações de otimismo ou pessimismo. Reduzir essas sensações a números representa uma tentativa de racionalização que apenas auxilia na decisão de aplicar ou não aplicar. Busca-se um valor ou uma expectativa matemática de resultado.

Se há algo de consistente no comportamento dos investidores de sucesso é o fato de que eles operam segundo um planejamento. Os principais mercados de ações em todo o mundo têm alguns fatores em comum, que influenciam decisivamente as tendências de preços.

O investidor prudente deve avaliar constantemente as informações divulgadas, buscando complementar as análises individuais de ações com uma visão panorâmica das tendências de mercado. Clique aqui e saiba como operar o Home Broker e iniciar seus investimentos em renda variável.

Indicadores

Juros

Quando a taxa de juros sobe, o interesse em ações cai. Se a taxa de juros é exageradamente alta, o retorno sobre o investimento em títulos de renda fixa deprime os mercados de ações.

Inflação

Sempre sugere medidas intervencionistas do governo, criando o temor da recessão, que deprime os preços das ações.

Dividendo/Lucro por ação

O investidor se interessa relativamente pelo resultado econômico de seus investimentos em ações. Lucros baixos e políticas de dividendos de baixo retorno levam ao desinteresse dos investidores por determinadas ações e à preferência por outras com altos dividendos.

Pressões de Compra e Venda

Grandes investidores (fundos de investimentos em especial) são capazes de pressionar grandes volumes de compra e venda, influindo decisivamente nos preços, especialmente em mercados menos líquidos.

Movimento de Índice

Grandes variações nos Índices de Bolsa sugerem mercados nervosos e o aparecimento de oportunidades de compra e venda.

Movimento de Outras Bolsas

Os mercados emergentes começam a acompanhar os acontecimentos dos países desenvolvidos, e as variações de cotações nas grandes bolsas mundiais podem afetar os preços das bolsas em geral.

Planejamento da Análise de Investimento

  • Qual é meu capital para essa operação?
  • Qual a minha motivação pessoal para assumir esse nível de risco?
  • Como vou operar? Em quê? Quando? Onde?
  • Que tipo de análise de acompanhamento dessa operação selecionarei?
  • Quando devo liquidar a operação? A que preço?

Especulação

Especular e especulador são termos com diferentes significados. Para um administrador de investimentos alavancados ou operador de derivativos, o especulador toma os riscos das contrapartes envolvidas, não somente o produtor.

O especulador ganhou importância decisiva entre nós desde o advento dos mercados alavancados em Bolsa de Valores e das operações a futuro em Bolsa de Mercadorias. O conceito exato de sua atividade merece maior atenção por parte dos diferentes participantes, gestores e fiscais dos mercados financeiros brasileiros.

Especulador

O especulador assume a importante e dispensável função de dar liquidez ao mercado, assumindo a posição de intermediário nas negociações.

Daí se infere que a questão não está, propriamente, na situação financeira do candidato a especulador, e sim na sua própria natureza, na sua forma de encarar a volatilidade do mercado. A maioria das pessoas é incapaz de perder seja lá o que for, ou de ser paciente para acumular lucros numa posição ganhadora.

Apenas alguns são disciplinados, conhecedores dos mercados, calmos o suficiente para propor um plano de trabalho e segui-lo à risca.

Há também os fatalistas, que aceitam perdas com naturalidade: estes devem ficar longe dos mercados de risco. Outros têm dificuldade para carregar uma posição de risco, e são tomados de uma angústia que não vale o potencial de lucro da operação.

Resumo

Toda analise de investimentos tem três vertentes: liquidez, rentabilidade e segurança. O conceito de liquidez é a capacidade de transformar o investimento em dinheiro. A rentabilidade representa o resultado do investimento e é apurada pela divisão do valor de resgate ou venda pelo valor da aplicação ou compra.

Quanto mais previsível o valor de resgate ou venda, maior a segurança e menor o risco do investimento, por exemplo: quero a maior taxa de CDB: você irá aplicar em CDB de 2ª linha, abrindo mão de segurança e facilidade em liquidez.

Tanto um CDB de 1ª linha quanto um de 2ª linha apresentam a mesma previsibilidade quanto ao valor de resgate. Qual tem mais segurança? Uma debênture de uma empresa que tenha rating “AAA” e uma outra que tenha rating ‘E”, idem.

Nenhum investimento é simultaneamente líquido, rentável e seguro. O investidor deve escolher o aspecto que melhor lhe atende e abrir mão dos outros. O investimento em caderneta de poupança pode ser seguro e ter liquidez a qualquer momento, mas rende juros de apenas 6% ao ano acima da TR.

O investimento em ações pode ser rentável, mas o investidor tem de estar disposto a suportar as oscilações de preços. O investidor deve achar um ponto de equilíbrio entre os três aspectos, e não abrir mão de um em detrimento de outro.

Aplicar em Renda Fixa ou Renda variável?

Na analise de investimentos de recursos em renda fixa, as decisões relevantes são: aplicar em títulos pré ou pós-fixados (dependendo da projeção das taxas de juros) e a escolha do indexador (TR, CDI, IGP-M, variação cambial, etc.).

Os determinantes na rentabilidade da administração em renda variável são a capacidade de trading (habilidade para comprar e vender), market timing (antecipar os movimentos do mercado) e stock picking (seleção das ações com maior potencial de apreciação).

O estabelecimento da analise de investimentos e o perfil de assunção de risco do investidor são fundamentais para se estabelecer a estratégia da carteira. Um investidor com perfil conservador procura preservar o capital, ao passo que o agressivo busca obter performance, ao custo de se expor à perda de capital.

O especulador não se importa em concentrar seus recursos, efetua movimentos rápidos de entrada e saída dos mercados, é (muitas vezes excessivamente) audacioso. Baseia suas decisões em impulsos e intuição.

O especulador é uma figura presente em todos os mercados e importante para propiciar liquidez. Diferencia-se do manipulador por não criar condições artificiais de preços.

Análise de Risco x Retorno

Embora lidemos com o risco todos os dias nas suas mais variadas formas, a sua conceituação é muito difícil. Além do problema da conceituação, existe uma grande dificuldade em estabelecer a aversão ao risco.

Na analise de investimentos as situações que podem parecer de alto risco para uma pessoa poderão parecer de risco aceitável para outras.

Esta variação de postura em relação ao risco é que permite, muitas vezes, a ocorrência de negócios. As diferentes perspectivas, geradas por diferentes conjuntos de informações, é que estabelecerão o nível de risco de um evento.

Risco Total na Análise de Investimentos

O risco definido como probabilidade pode ser calculado como um desvio padrão, e podemos ainda estabelecer os tipos de risco e aspectos de sua diversificação; assim, o risco total envolvido na manutenção de um título é composto de duas partes:

  • Risco Sistemático ou não diversificável
  • Risco Não Sistemático ou diversificável
  • Risco Total = Risco Sistemático + Risco Não Sistemático

O Risco Sistemático é devido ao risco global do mercado resultante de mudanças na economia do país. Pode ser medida pela alteração nas alíquotas de imposto, mudança na situação da energia mundial, entre outros. Ele reflete o grau de sensibilidade do título ao risco da economia como um todo.

O risco não sistemático é único para cada empresa, sendo independente da economia ou política. Por exemplo, a entrada de um novo concorrente, ou novas tecnologias, podem tornar um determinado produto obsoleto. Entretanto, pela diversificação este tipo de risco pode ser reduzido, ou até eliminado se ela for eficiente.

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