Como selecionar um bom fundo de investimento? Siga essas 5 regras e faça uma escolha segura!

Você está pensando em investir em um fundo investimento, mas não sabe nada sobre ele ou qual é o mais adequado com base nas suas necessidades? Você não está sozinho. Muitos leitores e clientes me perguntam diariamente. No entanto, o que você pode não saber é que o processo de como escolher fundo de investimento é muito mais fácil do que você pensa.

Regra#1 – Identificando Objetivos e Tolerância ao Risco

Antes de aplicar seu recurso em qualquer fundo, um investidor deve primeiro identificar seus objetivos e suas expectativas de retorno desse investimento. Isso nos traz algumas perguntas, como:

  • Os ganhos de capital de longo prazo são almejados? Ou é uma estratégia para geração de renda?
  • Esse dinheiro será usado para pagar as despesas no médio prazo? Ou é para complementar sua aposentadoria que é daqui algumas décadas?

Identificar um objetivo é importante porque permitirá que você reduza drasticamente a lista dos mais de 14.477 fundos disponíveis no Brasil.

Além disso, os investidores também devem considerar a questão da tolerância ao risco. O investidor aceita mentalmente mudanças dramáticas mensalmente no valor da carteira? Ou, um investimento mais conservador é menos doloroso? Identificar a tolerância ao risco é tão importante quanto a identificação de um objetivo de investimento.

Finalmente, a questão do horizonte de tempo deve ser abordada. Os investidores devem pensar em quanto tempo eles podem deixar seu dinheiro no fundo, ou se precisarão sacar esse recurso num futuro próximo.

Isso ocorre porque os fundos de investimento têm encargos e taxas que podem tirar uma grande mordida da rentabilidade do investidor em curtos períodos de tempo. Idealmente, sugerimos que nossos clientes devem ter um horizonte de investimento de pelo menos cinco anos.

Regra #2 – Qual o tipo de Fundo de Investimento devo aplicar?

Se o investidor pretende usar o dinheiro para uma necessidade de longo prazo e pode lidar com uma certa quantidade de risco e volatilidade, a melhor aposta pode ser um fundo multimercado de longo prazo. Esses tipos de fundos normalmente possuem uma alta porcentagem de seus ativos em ações e, portanto, são considerados de natureza volátil. Eles também carregam o potencial de uma grande recompensa ao longo do tempo.

Por outro lado, se o investidor precisar de renda, ele ou ela deve adquirir ações em um fundo imobiliário ou de renda fixa. Os alugueis, a dívida pública e corporativa são duas das participações mais comuns nesses fundos. Essa é uma precisa básica na seleção do como escolher fundo de investimento.

Claro, há momentos em que um investidor tem uma necessidade a mais no longo prazo, mas não está disposto a assumir riscos substanciais. Neste caso, um fundo equilibrado, que investe em ações e títulos, pode ser a melhor alternativa.

Regra #3 – Conhecendo os encargos e taxas

Os fundos de investimento ganham dinheiro cobrando taxas do investidor. É importante ter uma compreensão dos diferentes tipos de taxas que você pode pagar ao investir em fundos.

Taxa de Administração

É o percentual sobre patrimônio do Fundo, pago anualmente pelos cotistas, referente à prestação de serviço do gestor, do administrador e das demais instituições presentes na operacionalização do dia a dia. Pode variar de instituição para instituição e de produto para produto. Para saber qual a taxa do fundo, consulte o prospecto, que pode ser encontrado no site do próprio distribuidor.

Para Fundos que podem comprar cotas de outros fundos, existe a taxa máxima de administração. Isso porque, ao se investir em outro fundo, o fundo inicial também estará pagando taxa de administração. Assim, o cliente final deve ter ciência de qual seria a taxa de administração máxima, que pode ser cobrada pelo fundo onde é feita aplicação.

O investidor deve procurar também estudar o índice de despesas de gerenciamento. Na verdade, esse número pode ajudar a esclarecer toda e qualquer confusão em relação às tarifas de vendas. A proporção é simplesmente a porcentagem total de ativos do fundo que estão sendo cobrados para cobrir despesas do fundo. Quanto maior a proporção, menor será o retorno do investidor no final do ano.

Taxa de Saída

É a taxa paga no momento do resgate, sobre o montante total resgatado. Ocorre caso o cotista queira vender suas cotas com um prazo de liquidação e cotização inferior ao prazo de resgate padrão do fundo. A taxa de saída estará prevista na lâmina e no regulamento de cada fundo, se for aplicável.

Taxa de Performance

É a taxa cobrada do cotista semestralmente (desde que esteja em seu regulamento) se a rentabilidade do Fundo superar a de um indice de referência (benchmark). Tem por objetivo remunerar uma boa gestão.

A taxa de performance é cobrada do cotista somente quando a rentabilidade do Fundo superar a de seu indicador de referência (benchmark). Esta cobrança é realizada apenas sobre a rentabilidade que ultrapassar o benchmark, e se a rentabilidade for positiva. Caso a performance do Fundo seja negativa, não haverá cobrança da taxa de performance, mesmo se exceder o benchmark.

Regra #4 – Avaliando gestores e resultados anteriores

Tal como acontece com todos os investimentos, os investidores devem pesquisar os resultados do passado de um fundo. Para esse fim, fizemos a seguinte lista de questões que os potenciais investidores devem se perguntar ao avaliar o histórico de um fundo:

  • O gerente do fundo apresentou resultados consistentes com os retornos globais do mercado?
  • O fundo foi mais volátil do que os grandes índices (o que significa que seus retornos variam dramaticamente ao longo do ano)?
  • Havia um volume de negócios extremamente alto (que pode resultar em obrigações fiscais maiores para o investidor e o fundo)?

Esta informação é importante de como escolher fundo de investimento. Isso dará ao investidor uma visão de como o gestor do fundo atua sob certas condições. Bem como o que historicamente tem sido a tendência em termos de rentabilidade.

Com isso em mente, o desempenho passado não é garantia de resultados futuros. Por esse motivo, antes de comprar um fundo, faz sentido rever minuciosamente onde o fundo aplica os recursos. Na maioria dos casos, um gestor de fundo sincero dará ao cotistas algum senso das perspectivas para o fundo. Além de discutir as tendências gerais do setor que podem ser úteis.

Regra #5 – Qual o tamanho do Fundo?

Normalmente, o tamanho de um fundo não dificulta sua capacidade de atingir seus objetivos de investimento. No entanto, há momentos em que um fundo pode ser muito grande. Um exemplo perfeito é o Fundo Magellan da Fidelity (Estados Unidos). Em 1999, o fundo tinha US$ 100 bilhões em ativos e foi forçado a mudar seu processo de investimento para acomodar as grandes entradas diárias de dinheiro.

Em vez de ser ágil e comprar ações de pequeno e médio prazos, mudou seu foco principalmente para maiores ações de crescimento de capitalização. Como resultado, seu desempenho foi péssimo.

Conclusão sobre como escolher fundo de investimento

Selecionar um fundo de investimento pode parecer uma tarefa assustadora. Mas conhecer seus objetivos e tolerância ao risco já é a metade da batalha. Se você seguir este pouco de due diligence antes de selecionar um fundo, você aumentará suas chances de sucesso.

Ainda está com dúvidas em como escolher fundo de investimento? CLIQUE AQUI e saiba mais!


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Flavio Moura

Consultor Financeiro