Projeção da Economia Brasileira: menor inflação e maior recessão

Economia mantêm-se com expectativas sobre inflação e recessão

Os economistas consultados semanalmente pelo Banco Central revisaram suas projeções para a economia e diferentes indicadores nacionais. O relatório Focus foi divulgado na manhã desta segunda-feira (24).

O documento referente ao período encerrado em 21 de outubro mostrou que as expectativas para o PIB (Produto Interno Bruto) migrou de -3,19% para -3,22% neste ano. Para 2017, as projeções para o indicador também recuaram, de crescimento de 1,30% para alta de 1,23%.

Já do lado da inflação medida pelo IPCA, as expectativas dos especialistas consultados pela autoridade monetária melhoraram. A economia minguou de alta de 7,01% para 6,89% em 2016. A projeção para o ano seguinte foram de 5,04% para 5%.

Mesmo com o otimismo quanto ao desempenho dos preços, os economistas não alteraram as projeções para a Selic ao final de 2016 e 2017, em 13,50% e 11% ao ano, respectivamente.

Dólar e Taxa Básica de Juros

As expectativas para o dólar ao final deste ano caíram de R$ 3,25 para R$ 3,22. Já para o próximo ano, 2017, foram mantidas em R$ 3,45. Entre os cinco economistas que mais acertam, as projeções para o IPCA caiu nos dois anos, de 7,02% para 6,81% ao final de 2016, e de 5,05% para 4,97% em 2017.

Já a mediana do “top 5” para a taxa básica de juros ficou em 13,63% neste ano e em 11% no período seguinte. Para o dólar, também foram mantidos os respectivos R$ 3,20 e R$ 3,50. Para ver a íntegra da última edição do relatório Focus, divulgada pelo BC clique aqui.

Em relação à Taxa Básica de Juros o Bancen fez a primeira redução desde 2012, um corte de 0,25 ponto percentual. Assim as estimativas para a inflação e economia foram reduzidas novamente.

Na semana passada, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 14%, reforçando a recuperação da economia. Neste sentido deixou aberta a possibilidade de acelerar em breve o ritmo de cortes deste ciclo de afrouxamento iniciado agora. Para isso deve-se ter uma maior desinflação do setor de serviços e mais avanços no ajuste fiscal.

 

Flavio Moura

Consultor Financeiro